HandHelds nunca mais – A tão prometida migração para mobile está se tornando realidade

  • Para inicio de conversa, o que é Handheld?

hm40_handheld-mobile-computers_4-231

Handheld é um computador móvel menor que um laptop comum. O seu grande diferencial não está em suas especificações técnicas, mas sim em suas especificações físicas. Handhelds são dispositivos normalmente usados em campos de atuações com um ambiente mais hostil. Por isso, apresentam características tais como: impermeabilidade, resistência a poeiras e corpo emborrachado para tornar seu uso viável nesses locais. Seja em escavações, embarcações, plantas siderúrgicas ou na área da mineração, o aparelho mais tradicional para coleta e transmissão de dados é o handheld.

Em termos gerais,um Handheld é um aparelho que vem com uma versão de sistema operacional instalada. Essa versão pode ser uma específica para dispositivos portáteis ou a versão desktop comum.

Em handhelds mais antigos a conexão de dados utilizada era a de GPRS. Hoje porém, já são encontrados handhelds com conexões GSM e Wi-Fi.

  • Se o Handheld é tão bom assim, porque migrar para mobile?

Diante de todas características mostradas, parece que um handheld seria o aparelho ideal para qualquer situação fora do escritório, porém, algumas características do smartphone fazem dele uma melhor alternativa em certas situações.

  1. Assim como foi visto, o handheld não é somente um dispositivo, nem somente um sistema. Ele é um conjunto software e hardware dedicados para serem manuseados e portados por um operador em diversos ambientes diferentes. Porém, toda essa dedicação tem um preço. Comparando um handheld com um smartphone de mesmo hardware, toda a estrutura física do handheld pode resultar em um preço de 4 a 5 vezes maior. Ou seja, em certas aplicações em que o preço do dispositivo seja um fator limitante, o smartphone pode ser uma melhor alternativa.
  2. Com o aprimoramento das tecnologias aplicadas ao smartphone, o mesmo vem absorvendo cada vez mais funcionalidades que antes eram possíveis apenas com hardware e software específicos. Além de ser um dispositivo mais portátil do que muitos Handhelds e da maior facilidade de aquisição, há também a possibilidade de utilizá-lo para muitas outras tarefas, diversos tipos de conectividade como Bluetooth, WI-FI, NFC, 3G, 4G, GPS, e um poder de processamento que cresce a cada ano com o lançamento de novos modelos.
  3. Existem diversos modelos de smartphone no mercado que apresentam características de serem à prova d’agua e resistentes a poeira assim como os handhelds.
  4. Devido aos constantes investimentos no setor de telefonia móvel e a grande popularização dos smartphones, estes ficaram bem mais finos e compactos se tornando assim mais práticos. Porém, essa evolução no design acabou deixando-os mais frágeis. Para contornar essa situação, especialmente para as pessoas com menos cuidado, ou que praticam algum esporte, surgiram diversas cases que prometem entregar uma segurança ao aparelho assim como é prometida aos handhelds. A diferença entre essas cases e o handheld é mais uma vez o preço. Adquirir um aparelho celular, com uma case própria para esportes e/ou até a prova d’agua ainda é mais barato do que optar por um handheld.
  5. Em último lugar vem talvez o aspecto mais impactante do smartphone, a interface com o usuário. Por se tratar de um aparelho cujo fim principal é a interação, o smartphone tem suas aplicações mais voltadas para uma interface agradável e sistemas operacionais que contribuem para uma melhor experiência do usuário. Ainda na questão de interface com o usuário, os apps smartphones em geral seguem guidelines quanto à sua interface. Isso contribui para que haja padronização entre ações e elementos da tela, fazendo com que o usuário já esteja familiarizado com as formas de interagir com cada widget.

Abaixo, você confere a diferença entre telas de um smartphone Android que usa o  menu hamburger e de um handheld usando Windows CE em que algumas abas desaparecem conforme a navegação:

imagemHandheld

 

  • Principais Desafios da Migração

Em se tratando de migrar aplicativos existentes de uma realidade para outra, é comum se deparar com alguns fatores complicantes:

A terceira mão

É comum que, num processo de migração, a equipe de desenvolvimento não tenha acesso às regras de negócio do sistema que está sendo migrado e também, não possa fazer nenhuma alteração nas mesmas, tendo que fazer todo o processo baseado em códigos anteriores o que pode gerar problemas de limitações de linguagem e de compreensão de código, dependendo de como foi elaborado.

Implementação do botão de leitura de código de barras:

Por ser um aparelho específico para o fim que lhe é cabido, em alguns modelos de Handheld existe montado em seu teclado um botão para fazer o registro de códigos de barra. Como essa funcionalidade não existe no smartphone é preciso implementa-la através de botões touch screen e da câmera do celular, aumentando levemente o tempo total da tarefa a ser feita.

Fragmentação de sistemas operacionais:

Um dos motivos pelos quais há uma maior facilidade na aquisição de smartphones é diversidade de modelos e sistemas operacionais criando uma forte concorrência entre as empresas do ramo. Essa diversidade gera, entretanto, uma dificuldade para o desenvolvimento de aplicações: criar aplicativos que funcionem corretamente na maioria dos dispositivos disponíveis no mercado. Uma alternativa muito interessante é o framework Kony que permite o desenvolvimento de aplicativos multiplataforma em que, o processo de criação se torna um só e com pouca adaptação, é possível ter o mesmo aplicativo rodando nos diversos sistemas operacionais.

  • Conclusão

Pode-se dizer que na maior partes das aplicações em que o handheld é usado, este pode ser substituído pelo celular. Porém, em lugares onde é necessário uma maior robustez e/ou proteções específicas, o handheld ainda se mostra um excelente aparelho, preparado para completar suas tarefas.

 

Por: Lucas Maciel

Revisão: Dandara Chaves

Deixe um comentário