Cultura Ágil: mais necessária do que nunca

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O movimento ágil vem se tornando cada vez mais forte e fazendo parte do mainstream das grandes organizações. O que inicialmente era qualificado com tons de rebeldia, transgressão e amadorismo, é agora defendido pelos grandes formadores de opinião e visto como o caminho inexorável para as empresas que necessitam inovar e diferenciar.

Essa visão é corretíssima, pois de fato a cultura ágil é fundamental para que as empresas possam seguir o caminho da inovação e diferenciação. No entanto, essa visão é também perigosa, por ser incompleta: a cultura ágil não traz apenas inovação e diferenciação, ela também é um agente extremamente significativo para a redução de custo e aumento de produtividade!

Falar sobre isso nesse momento é vital, pois as grandes organizações, defrontando-se com a crise e com cenários futuros extremamente pessimistas, tendem a se recolher e a rechaçar discursos que eram válidos “nos bons tempos”, “nos tempos de crescimento”. Ainda que as organizações, obviamente, ainda tenham que inovar e se diferenciar, a situação atual é de guerra – e na guerra a prioridade é a sobrevivência!

Estando o discurso ágil associado a movimentos típicos da fase de bonança – startups, experimentação, falha e aprendizado rápido – quem ousará defendê-lo nesse momento?

Mas é vital defender esse discurso, pois a cultura ágil vai muito além de inovação e diferenciação. Sua essência está na transformação organizacional da empresa, que passa a ter times extremamente comprometidos e empoderados, próximos do negócio e sensíveis às suas necessidades, com foco obstinado na eliminação de desperdício e na geração de valor.

O que a cultura ágil faz é transformar a empresa em uma organização adaptativa, muito mais preparada para reagir aos estímulos do ambiente onde ela se situa. Sejam esses estímulos otimistas ou pessimistas, sejam de contenção ou de expansão, a organização adaptativa é a que terá a maior capacidade de reagir rapidamente a esses estímulos e até mesmo de antevê-los.

Portanto, inicie esse movimento rumo à agilidade já, como uma das principais medidas para se adaptar às condições trazidas pela crise. Crie um senso de urgência, escolha uma iniciativa onde é possível mostrar resultados em curto prazo e plante uma semente que será utilizada para disseminar a nova cultura pela organização.

Enfim, seja ágil e comece o movimento agora!

 

Por: Marcelo Szuster

Revisão: Dandara Chaves

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