Carro conectado: Entenda um pouco sobre a leitura de dados dos veículos (protocolo OBD)

Uma grande tendência atual é a conexão das coisas. Vemos vários exemplos de produtos com esta nova funcionalidade, como relógios, óculos, geladeiras etc. O carro também é um exemplo desta tendência e além de prover a intercomunicação mostrando informações de outros aparelhos, como o celular, é também uma fonte de informação.
A partir da década de 80, foi intensificada a presença de componentes eletrônicos nos veículos e, consequentemente, a necessidade de uma rede de comunicação entre eles. O modelo de rede adotado foi a rede CAN, porém a informação trafegada era propriedade de cada fabricante e portanto, criptografada para que apenas o fabricante tivesse acesso à informação.
Com o objetivo de diminuir o custo de diagnóstico de problemas no veículo, em 1996 a Europa e os Estados Unidos tornaram obrigatório a presença da porta OBD em todos os veículos. Através desta conexão, é possível obter informações do veículo sem ter que mexer no motor, possibilitando um diagnóstico mais barato, preciso e rápido. No Brasil a porta OBD tornou-se obrigatória apenas em 2010.
Junto com essa ação, padronizou-se a comunicação da rede, tornando possível a criação de equipamentos baratos de diagnóstico de veículos (atualmente existem vários modelos no mercado, os mais baratos na faixa de 15 dólares).
Com o desenvolvimento e diminuição dos custos da comunicação sem fio (bluetooth e celular) tornou-se viável o desenvolvimento de equipamentos que, conectados à porta OBD do veículo, fossem capazes de enviar as informações em tempo real do veículo para um computador, um servidor ou um celular.
Infelizmente esta abertura e padronização foi parcial, portanto a quantidade de informação que pode ser lida varia muito de veículo para veículo e do equipamento utilizado para a leitura.
Hoje o padrão OBD geração 2 (ou simplesmente OBD2) possui 5 protocolos de comunicação: ISO15765-4 (CAN), ISO14230-4 (KPW2000), ISO9141-2, SAE J1850 VPW e SAE J1850 PWM. Quase todos os equipamentos de leitura OBD presentes no mercado atualmente conseguem interpretar os 5 protocolos.
Para identificar o protocolo, pode-se observar os cabos que estão ligados no conector OBD, conforme ilustrado na figura abaixo. Os demais pinos são utilizados para outros protocolos, pertencentes aos seus fabricantes. Além disso, o equipamento de leitura normalmente também informa qual protocolo está sendo lido.

  OBD

Onde fica a porta OBD do meu carro?

A localização da porta OBD também não é padronizada, mas na maioria dos veículos ela se encontra:
⦁ Abaixo da coluna de direção (mais comum)
⦁ No porta luvas (maioria Renault)
⦁ Junto à caixa de fusíveis (maioria Fiat)

O que é possível obter de informação?

Os dados mais comuns de se obter são:
⦁ O código do chassi;
⦁ A velocidade do veículo;
⦁ O nível de combustível
⦁ Os códigos de erros que eventualmente aconteçam no sistema do veiculo
⦁ A posição relativa do pedal do acelerador
⦁ O status da ignição do veículo.

Além disso também é possível obter:
⦁ Consumo de combustível
⦁ Odômetro
⦁ Posição do pedal do freio
⦁ Marcha
⦁ Mistura do combustível
⦁ Pressão dos pneus
 E algumas outras informações, dependendo do modelo do carro.

Infelizmente não existe uma tabela ou padrão do que pode ser obtido em cada veículo, mas vale a pena procurar saber as possibilidades que o seu oferece!

 

Por: Pedro Zumpano
Revisão: Dandara Chaves

 

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4 comments

  1. Anônimo

    Espetacular quantidade de informações disponíveis!

  2. Anônimo

    Gostava de aprender mas o obd protocolo pretendo desevolver capadidade de diagnodtivar viaturas sen conectar maquina. apagar jose soquico.

    -1
  3. deleted

    Acho omaximo o obd protocola gostava de aprender apagar herros sen aconeccoao da maquina .so atvez defios . Igldo jose soquico

  4. Anônimo

    Show de bola essas informações. Sou muito curioso com esses assuntos, muito me interessa. Em breve se Deus quiser farei meu curso de mecânica.